Hip-Hop é a cultura que o povo criou, nossa criatividade: O termo para a criatividade de 1976 até hoje. Claro que é um movimento, não tem de ser Rap, o Rap está englobado nisso. África Bambaata e Grandmaster Flash criaram o Hip-Hop. A coisas negativas nas gangues, negros contra negros e latinos, latinos contra latinos, negros contra brancos e brancos contra negros. Pegamos energias negativas as transformamos em positivas, dando a vocês o Hip-Hop, levando a irmãos e irmãs a fazerem Rap, dançarem e acreditarem neles mesmos, conheceram a si próprios e aos outros. O que diferencia um DJ de outro são 3 coisas: Uma grande discoteca, um ótimo aparelho de som e habilidade com o toca discos. O DJ é a raiz do Hip-Hop, é quem achou as batidas, as festas giram em torno dele. Trouxeram a técnica de arranhar a mixagem rápida pegando a batida em tempo, o DJ também trouxe discos incríveis que nunca seriam achados nas grandes lojas, mas só nas do tipo alternativo. É inovador a idéia de arranhar, foi ele que, junto com outras pessoas, inventou e popularizou tocando disco ao contrário. Era a filosofia para refrear os negros “não era nada”; mas frustração e pobreza se encontraram no mesmo lugar e se expandiram, o que você espera? Significava para mim que não estávamos mortos. Porque a América lida com todos os seus problemas de forma violenta. Ela nunca conversa, está pronta pra atirar, mandar tropas, o quer você espera? Nós nos machucamos. Ligue o rádio agora e vai ouvir muitos brancos dizendo que são vitimas agora e que sofrem a discriminações. É engraçado, porque as coisas que eles fizeram estão voltando. Os discos de gangster’s rap não são o porque existem x, y, ou z na comunidade negra ou da violência na América, violência tem mais a ver com o influxo de drogas e armas que com fichas criminais. O Hip-HOp fez um circulo começou com as gangues em NY e terminou em LA, mas ao mesmo tempo surgiu uma força no Hip-HOp de onde menos se esperava. Para as pessoas entenderem nosso propósito e nossa forma de Hip-HOp têm de sabe de onde somos: o novo conhecimento do mundo da liberação negra e o aprendizado da cultura com o povo africano. As pessoas sabem que devido a experiência da escravidão na América, muitos negros não conhecem sua cultura. “Nós aprendemos que as mulheres africanas e negras são a espinha dorsal de nossa sociedade”, temos um tipo de criação onde a mulher negra levantou a nossa raça, não fosse pelas mulheres negras chamadas de vadias, eu diria que nossa raça não teria sobrevivido, temos de dar o valor devido.
Como o Hip-Hop mudou o mundo?
Mudou o mundo infiltrando-se na sociedade branca, sendo algo que dá uma visão dos sentimentos negros. As sensações dos negros e seu estilo de vida considerando-se que isso foi posto de lado e agora não é mais, está infiltrado, para mim a comunicação e a verdade podem sempre unir as pessoas, mas elas tem medo do que não conhecem, é quando descobrem que somos gente. É isso que muda o mundo. Rap ou fala rimada há tempos faz parte da cultura negra mundial. Mas nos anos 70, um novo tipo de Rap surgiu no Bronx em NY, inspirados pelos DJ’s e rua adolescentes negros criaram o Hip-Hop, uma subcultura com linguagem, música, dança, moda e grafites próprios. Nos anos 80, esta celebração tornou-se uma poderosa voz de protesto quando Rappers enfatizaram a crise nas cidades. A pobreza, drogas, crime e violência tornaram-se parte da nova linguagem e o Rap desencadeou uma militância só vista nos dias de Malcon X. Compensa a fala da melodia com o senso da lembrança. Está ligado ao passado ou a uma herança que foi emitida, esquecida ou posta de lado em meio a abundância de outras coisas. É a essência do que somos, está nas plataformas da civilização. O improviso no gueto a essência do Hip-Hop. Tem diferentes categorias, quando Moisés falou com Deus, Deus disse a Moisés em um Rap o que ele deveria fazer. Rap é habilidade não importa o que diga todos querem flexionar sua habilidade. É a música do passado e do presente, conta novas histórias com velhas batidas... ritmos sampleados ou copiados da história musical. Desde o começo, há 20 anos no Harlen em festas de adolescentes, isso articulou uma nova estética que influenciou a cultura no mundo inteiro. Dependendo do que fala pode ter origem na África, há muitas variações da idéia de falar com uma batida. É uma conquista da mídia, eu chamo de pirataria da mídia, ou seja, com um grande uso de palavras é possível passar um bom texto às pessoas, principalmente com o vídeo, pode-se passar imagens com texto que sejam ou não relacionados, isso pode servir como uma rede de informações que proporcione diversão, e incentivo para a mente o corpo e a alma. Em LA surgia um novo Rap. O “Gangsta Rap” uniu a imagem de filmes de exploração dos negros à cultura das gangues, violência, cafetões, prostitutas, jogador e criminoso. Não sei quem deu o nome de “Gangsta Rap”, eu ainda chamo isso de Rap da realidade. Porque é mais que falar só de assuntos de gangsters, falamos sobre uma situação social, para é como uma rede de informações. Há discos de gangsters ou dementes criminosas. É muito frustrante por ser muito imprevisível, não é que sejamos más pessoas, mas a pobreza traz esse tipo de ação e esse tipo de indivíduo, traz o pior em vocês, pois se há um grupo de leões famintos e você joga um bife, eles vão lutar pelo bife. É isso que temos aqui, se tanto meio bife, se tanto as pessoas lutam por migalhas porque estão famintos, frustrados, existe pobreza por toda parte e temos oposição. Opusemo-nos as letras negativas de algumas músicas de Rap, pois as elas são humilhantes ao ser humano em geral. Especialmente as mulheres são homofônicas, sexistas, racistas e geram a violência e se não a geram pelo menos incentivam tudo isso, e realmente não é útil e tampouco um comentário social. Há barreiras com as quais não deveríamos nos arriscar, e alguns Rappers estão defendendo a violência o que eu não acho que seja útil.
Nos subúrbios e guetos americanos, foi num bairro chamado BRONX, que o R.A.P. se desenvolveu e se alastrou, não só como música mas também com a arte do break e do graffiti. Denominado de HIP-HOP, não se tem uma tradução imediata para este nome, mas, significa entre nós mexer os quadris.
Logicamente os seus 3 modos de expressão se espalharam pelo mundo inteiro, e ganharam em todo o mundo seus adeptos e fascinados pela ideologia que vem crescendo a cada dia que se passa, e é do BREAK que vamos falar agora e tentar explicar um pouco do que sabemos e passar um pouco de informação:
Com o surgimento nos E.U.A., na segunda metade dos anos 60(68/69), preocupados com o excesso de violência e mortes praticada pelos jovens uns com os outros, surgi o BREAK em meio a toda esta violência, para dar um basta a toda esta violência, esta era a principal idéia da ideologia HIP-HOP, a dança que exijia muito e exige muito de quem a pratica, fazia com que os jovens ficassem ocupados e preocupados com suas performances, ai esqueciam as drogas, fazendo felizmente então o movimento solo, isto somente em NOVA YORK, em 1969 ÁFRICA BAMBAATAA, um dos integrantes da ZULU NATION assisti o BREAK nas ruas e vê o bicho pegar entre os interessados, os conflitos e o consumo de drogas diminuem muito entre os guetos americanos, sem desistirem de sua luta, e cada vez mais expandindo a ideologia HIP-HOP. Chegando ao BRASIL por volta de 1978/9.
Diga não a discriminação racial
Somos submetidos a viver numa sociedade com diferenças sociais, onde praticamente tudo gira em torno da violência, extermínio, um sistema de competição e conformismo; e também discriminações raciais.
Onde cada vez mais nascem grupos defensores de idéias Nazi/Fascistaas e estão crescendo, sendo protegidos pela “elite” econômica, onde saem por ai agredindo homossexuais, nordestinos, judeus, contestando com seu machismo, enfim... Mas isto não pode continuar assim! Precisamos nos unir, nos libertar de nossos próprios preconceitos (quaisquer quer seja) ; trocar o ódio pelo amor, ser solidário, livres criarmos de vez a IGUALDADE, para assim viver num mundo melhor, mais justo.
Elimine seus preconceitos! Diga NÃO ao Racismo, isto só depende de você...
Aprendemos a voar como os pássaros, e a nadar como os peixes, mas não aprendemos a arte de conviver com irmãos.
Luther King
Caxorroloco
AS VOZES DO GUETO
“Cada break uma coragem, cada rap uma verdade, cada grafite uma mensagem. Junto tudo com música e você tem a arte Hip-Hop”.