sábado, 25 de setembro de 2010

historia hip hop santa luzia

GRAFITE – Desenhos de protesto, com mensagens de paz e união, desenvolvem-se através  das tag’s (que era uma tipo de marca que uma gang tinha) no inicio era apenas um rabisco, e foi tomando formas artísticas e perdendo sua alma, o protesto. Quantos grafiteiros preferem trabalhar sua logomarca a desenvolver seu trabalho sobre determinado assunto, foi por isso o RAP se destacou no Hip-Hop, por tratar de assuntos periféricos, o lugar do grafite é na rua, tudo bem que ele invada as galerias, cinemas e shoppings, só vai  ter espaço nesses locais, desenhos e cores, a arte em si, não a arte da forma que deveria ser assim como a “rais”  pois grafiteiros é como um homem de Nandertal, apto ao seu tempo, existem dois tipos de grafiteiros. Os que vivem em função do trabalho com sua logomarca, desenho + letra, e o consciente, que vive em função do seu espaço na sociedade, assim como os outros elementos do Hip-Hop, o grafite não se difere ideologicamente, pois grafite é imagem e mensagem.

O movimento Hip-Hop em Santa Luzia sempre teve um aspecto político-cultural muito forte dos anos 80, para ser mais preciso 88 e 89 o movimento era representado unicamente pelo BREAK, movimento de solo. O berço do Hip-Hop em Santa Luzia foi o bairro Cristina C, treinávamos sempre, todos da geração que se seguiram passaram por lá ou sofreram influências, com o BREAK, tinha boa aceitação, era feito exclusivamente em camisetas em pro da difusão e divulgação do movimento. O movimento no inicio dos anos 90 caminhada, porém todos nós não tínhamos acesso as informações não podia mais abrir uma roda de BREAK sem ter brigas. Os rachas tinham seu lado positivo, uma os integrantes de gang’s de BREAK, e seu lado negativo – desunia as gang’s, o BREAK e o grafite juntos, tínhamos algo que nos unia, o Hip-Hop e algo que nos desunia a falta de informação. Todos nós que fazíamos parte da cena em tal época temos culpa da queda que o movimento sofreu... Em Santa Luzia não existe lugar que tocasse Hip-Hop, no Cristina tinha o Ribas onde tocava o DJ Bicudo, mas não durou muito tempo, se queríamos dançar um pouco tínhamos que ir e BH.
No vilarinho, boa época, hoje só toca merda, Chiodi na ocasião era um pedaço de São Paulo em MG, hoje só toca bosta tinha uma quebrada onde tocava o Misael da rádio Favela que era ducaralho, mas não existe mais, mas recentemente, o caverna, sindicato, o calabouço, poucos foram os lugares que arriscaram a tocar Hip-Hop. Teve um evento na associação comunitária do bairro Londrina, isso foi bem no inicio do movimento, lá conhecemos Ziley RAP, Guedes inclusive hoje o irmão do Guedes canta no “Júri Racional”, e o mano Geraldo, que casou o ficou gordo pra caralho. Quando o movimento tava uma merda tinha um lugar que era uma bosta, mas quando o DJ JF do Preconceito ao Sistema chegava as caixas só batiam nacional, os manos do P.N.R. de vez enquando iam lá, mas nunca trombamos com eles, faltava algo para completar o movimento, então no incio dos anos 90 surge  os grupos Menthalidade, Protesto Consciente, Opinião Critica, e o Chera, existia também o Código R, mas na ocasião nós não os conhecíamos, o RAP era bem aceito em Santa Luzia, inúmeras foram as apresentações, porém muita gente não compreendia a mensagem proposta por eles, e tudo que existe hoje dentro de Santa Luzia é e foi influenciado diretamente ou indiretamente deles, o Protesto consciente organizou o 1º encontro rap de Santa Luzia, com os grupos Menthalidade, Protesto Consciente o Mano Chera.
O 1º encontro foi mais ou menos em 92 ou 93, os anos que se seguiram muitas foram as apresentações dos grupos de Santa Luzia em BH, Caverna, Sindicato, BH Canta e Dança, na época que era BH Canta rap e dança break, e por aqui todos os eventos tinham rap, o grande triunfo do Hip-Hop foi a Vanguarda Fm durante 10 meses tocamos o melhor do Hip-Hop gringo, nacional e tinha apresentações ao vivo. No mesmo período aconteceu a gincanas grafite que na ocasião arrecadou 300 kilos de alimentos e doou para os desabrigados das chuvas que estavam lá há mais de um ano e estão lá até hoje. Pela Vanguarda houve uma tentativa de arrecadação de alimentos onde nós Hip-Hop conseguimos uns 80 kilos de alimentos. Vale lembrar que fomos prejudicados no evento de todas as formas, um pouco antes da Vanguarda o movimento Hip-Hop esteve junto a uma importante luta política a emancipação do distrito de São Benedito, na época tentávamos romper com toda tradição que empurra toda Santa Luzia ao atraso, a rádio Vanguarda teve sua história escrita no ano de 96 praticamente seu fim se deu ao inicio da Posse  Santa Luzia, por ela organizamos um dos melhores eventos de Hip-Hop dos anos 90 o 2º encontro rap de Santa Luzia, no dia 13 de julho de 1996, as vozes do gueto ecoaram na escuridão teve participação das bandas: Menthalidade, Protesto Consciente, Opinião Critica, Mano Chera, P.N.R., artigo 607, (ex-Codigo R), Artigo RAP, MC Girls e Menthideologica e mais dois grupos da comunidade Serra, o Cultura RAP e o Universidade sem cultura, alguns meses após o evento a Vanguarda é fechada por um órgão federal. A Posse Santa Luzia que representa o movimento consciente e organizado de Santa Luzia para chegarmos ao estagio de Hip-Hop que nos encontramos foi um processo lento e gradual mais ou menos dez anos, o Hip-Hop institucional cooperativista e revolucionário é toda síntese de nossas experiências, a criação das comunidades, nossa inserção na imprensa underground. O fazine ligou Santa Luzia ao Brasil o Brasil a Santa Luzia, se fossemos citar os nomes das pessoas que fizeram parte da história do Hip-Hop de Santa Luzia seria preciso muita tina de caneta, dos rappers “das antigas” da 1º safra que estão na ativa somente os manos Renato LS e M.W.S. os B.Boys que era muitos, alguns são rappers ou grafiteiros, mas infelizmente a maioria parou e poucos continuam, a casa manifestação uma página da história do hip-hop de Santa Luzia é escrita.

No ano de 97 a Posse Santa Luzia organizou cinco eventos, três encontros rap e dois bailes, os comentários do encontro “conscientes da periferia” se encontram no fanzine anterior, 6 de setembro foi realizado o 1º baile Black, 100%¨gringo, uma porrada de coisa boa, porém um fato nos chamou atenção, muita gente queria ouvir rap nacional.
Ai pensando nisso 25 de outubro Baile Nacional tocamos rap nacional pra caralho até que o público muito exigente começa a pedir “cadê o internacional ?”... É foda, público Hip-Hop é um público exigente, principalmente em Santa Luzia, o mano paga um real e quer o melhor nacional, internacional e quer ver apresentação de rap ao vivo, nesse dia Mano “A” do Poder Negro de Raciocinar se apresentou e mostrou o quer estaria por vir. 
                                                                                                                                         15 de Novembro
Mais uma vez São Benedito foi palco de um dos maiores eventos Hip-Hop de Minas Gerais, senão o maior já quer o BH Canta e Dança foi um fiasco, mais uma vez organizado por membros da POSSE SANTA LUZIA, inclusive todos foram organizados pela POSSE SANTA LUZIA, mas esse foi diretamente, além de contar com apresentações de 25 grupos (infelizmente não havia espaço pra todos os rapper’s) contamos também com o apoio de todo o movimento Hip-Hop de SANTA LUZIA, mas a grande revelação do 3º encontro RAP foi os manos dor grupo “Pretos Pesados” com um estilo próprio, os manos que estavam lá viram, esses manos são do Baronesa, mesmo bairro dos “Prisioneiros” que na ocasião se apresentaram como “Mentes Perigosas” além de darem apoio a encontro com vários estilos diferentes talvez, foi a formula, sem comentários, os grupos ‘das antigas’ deram também grande apoio, mas infelizmente alguns manos não estiveram conosco nesse dia de maior importância pro Hip-Hop de STA LUZIA, talvez por incapacidade de idéias tão simples, tivemos ainda algumas baixas alguns manos não puderam se apresentar pro problemas estruturais (essa merda sempre acontece), entre eles: Renato LS ( que mandou ver no encontro do dia 27 de dezembro o comentário se encontram nas páginas a seguir) segue um apanhado dos grupos que apresentaram no 3º Encontro RAP de SANTA LUZIA: - Menthideologica, Atitude Progressiva, Advertência Verbal, Opinião Critica, Raciocínio Negro, Menthalidade, Café, Preconceito ao Sistema, Realidade Oculta, P.N.R., Mentes Perigosas, C.R.W., Estrelas de Cristo, Protesto Consciente, Artigo Único, Pretos Pesados, Chera, Artigo 607, Realidade de Expressão, W.O.N., Comando de Rua, Mentes Negras e Comando de Elite. Organizado pela POSSE SANTA LUZIA, com o apoio de clube varandão, nesse dia o Bruno C.V. tava nas pick-ups (o mesmo que faz o zine “FAÇA A COISA CERTA”) não podemos esquecer do ponto forte do Encontro beneficente, foi arrecadado + ou – 300 kilos de alimentos que foram repassados a pessoas que realmente necessitam dele, contamos com a presença do Mano ROD, que sempre nos apoio quanto a juventude organizada, sem falar que em nossas festa sempre tem uma roda de BREAK, sempre tem um rapper e um grafiteiro, e o DJ é claro. HIP-HOP VIVE!
27 de dezembro o último evento do ano de 97, foi absolutamente um dos melhores a nível técnico, e qualidade de público (poucas vezes tem muita gente e público Hip-Hop quem é bem nada)  musicalmente tentamos ser um tanto democráticos na escolha dos grupos, já que praticamente tínhamos acabado de organizar o 3º encontro de grupos e rap de Santa Luzia, ficou mais ou menos assim, 3 do São Benedito (Menthalidade, Menthideologica, e P.N.R.), 2 do Baronesa (Pretos Pesados e Prisioneiros), 2 do Palmital (Advertência Verbal e Comando de Elite), anteriormente o Artigo 607 foi convidado mas recusou, 3 do São Cosme (Preconceito ao Sistema, Realidade de expressão e C.R.W.), o Selen foi convidado e não pôde se apresentar, 3 grupos do extremo de Santa Luzia (Atitude Progressiva, Liberdade Ativa e o mano Renato LS que teve problemas técnicos no 3º encontro, mas mandou ver nesse dia “problemas sociais, problemas sócias, são mais 30milhões vivendo como animais”, mas os manos do Raciocínio Negro, na noite ainda o especial WU-Tang discontecado por Renato LS, infelizmente por problemas de fuso horário o trecho que correspondia ao “especial James Brown” foi executado somente uma parte, foi uma noite Hip-Hop, no palco os melhores rappers nas paredes grafites e no chão os B.Boys.
“Não só de boas noticias se vive”


O ano de 1997 também foi marcado pelas “aparições” em gincanas de uma porrada de manes dizendo ser rappers, B.Boys e grafiteiros, mas na verdade não saem nada de ser um verdadeiro Hip-Hop.
21 de novembro no mesmo local do BH canta e dança, apresentação do pavilhão 9 venderam antecipado 10 ingressos e cancelaram o show todos os eventos de Hip-Hop na estação 767 foram um fracasso, fevereiro de 98 Sabará bateu much canta e dança 4 blocos sendo rap, funk e tecno e tudo misturado mau chegou ao segundo bloco provocando nervosismos nos participantes do 3º e 4º bloco, o organizador correu pra não apanhar.
31 de janeiro de 98 o predador tenta organizar um baile com apresentação de rap ao vivo, com entrada franca a lançamento do fanzine multiplação, resumo no dia o predator ( Jorge para os íntimos) tenta colocar dentro da mesma cumbuca, uma porrada de estilo diferente, cobrou entrada e não que isso fosse importante, mas não era de graça ? Conseguindo deixar todo mundo nervoso, além de depois ficar falando mau dos caras que deram apoio ao evento, que ele não deu as caras, ficou do lado de fora segundo ele, segurando os malas pra não cabritar a rapaziada, outro vacilo não ouve lançamento do fanzine, a Posse Santa Luzia lançou o 1º folder no mesmo dia.
A primeira movimentação do ano de 98 ficou por conta do Baronesa, os Pretos Pesados organizaram o 1º Baile 98, o som tava ducaralho o tempo que tava foda, só limpou depois da meia noite mas mesmo assim um certo público comparece, tava lá o mano A do P.N.R. o Menthal B ex Menthalidade, os manos dos prisioneiros, os manos do Menthideologica. Claro que além dessa rapaziada tava lá uma pá de cara que curte e dá valor ao original Hip-Hop.
“Não só de noticias boas de vive “ depois de uma boa parceria, foram no ano de 1997, 5 eventos, dois bailes, um encontro municipal, dois semi-encontros, encerra-se as atividades o clube Varandão, os maiores eventos acontecidos no clube Varandão forma organizados pela Posse Santa Luzia, fica nosso agradecimento ao Mano Ronaldo que deu apoio e acima de tudo acreditou em nosso trabalho.
21 de março de 98, o 1º grande encontro Hip-Hop de Santa Luzia, foi numa praça no bairro Baronesa organizado pela Posse Santa Luzia, o encontro reuniu quinze bandas sendo duas de fora (BH) e o restante de Santa Luzia por ser o primeiro evento Hip-Hop em local aberto, pois todos os eventos que antecederam a esse foram em local fechado, mas esse foi diferente “a cada manifestação uma págica do Hip-Hop de Santa Luzia é escrita”, estávamos contra tudo, o clima se chovesse ia ser foda, nem lona para tampar o som a gente tinha, contra o sistema, não conseguimos o alvará, mas mesmo assim colocamos o som lá e fizemos nossa pregação contra as drogas esse sem duvida foi um dos eventos mais importantes do ano, segue a lista dos grupos que se apresentaram: Pretos Pesados, comando de elite, realidade de expressão, atitude progressiva, raciocínio negro, Menthalidade, prisioneiros, mana fúria, o arquivo negro foi convidado mas não pode se apresentar, Renato LS que no dia fez uma parceria com o Menthideologica, júri racional, o pnr também foi convidado mas não se apresentou, um dos vocalistas o Mano A participou nas apresentações dos grupos raciocínio negro e Menthalidade, preconceito ao sistema, advertência verbal, todos os membros da Posse Santa Luzia mais dois grupos de BH o expressão ativa e o expressão black nas pick-ups tava Mano A do pnr e muck dos pretos pesados, locução Renato LS e Miranda do Menthideologica.
No mês de julho a Posse Santa Luzia faz dois anos.de atividade em que o Hip-Hop certamente é levado a sério, não somos os melhores ou únicos, dizer que somos os melhores é desrespeitar o trabalho de outros grupos ou pessoas que fazem Hip-Hop, ou rap, break e grafite não fazem parte da Posse, trabalhar algum elemento do Hip-Hop é meramente elemento do Hip-Hop e trabalhar com Hip-Hop é diferente é o que nós da Posse Santa Luzia fazemos no entanto dentro da Posse Santa Luzia existem grupos de auto-exclusão, porque o nome da Posse é Santa Luzia? Primeiro por ser um indicativo geográfico, mostrar que em Santa Luzia existem pessoas fazendo Hip-Hop, não o que é praticado em muitos cantos do Brasil, aqui se pratica o Hip-Hop cooperativista revolucionário, somos uma instituição temos nossa meta cultural e política, o cooperativismo é importante, pois a troca de experiência entre as pessoas, grupos ou comunidades nos torna diferente ideologicamente por isso revolucionário acreditamos na transformação do mundo baseado em cultura, pois se todos nós tivermos consciência, atitude e tolerância do nosso papel na sociedade, devemos organizar grupos e comunidades nós que moramos nas comunidades mais pobres só temos como arma de defesa nossa consciência, pois dela nasce a atitude e disso a tolerância os grupos de auto-exclusão que existem em Santa Luzia em maioria são grupos que no inicio participavam das atividades da Posse que com o passar do tempo mostraram não ter comprometimento e responsabilidade dentro da Posse e consciência dentro do Hip-Hop. Seria anti-etico falar dessas pessoas ocultar mais ainda as pessoas que trabalham pro crescimento do movimento.
28 de setembro de 97, seminário globalização com presença dos membros da Posse Santa Luzia C.I., membros do psb e da jsb, onde foi discutido a globalização e os países pobres “a corda só arrebenta do lado mais fraco”.
12 de abril de 98, palestra “negro no mundo” presença dos membros da Posse Santa Luzia e do mano Cassemiro do grupo unidos pela força de olarum.


26 de outubro de 97, décima segunda edição o canta e dança só não foi pior porque os três dias marcados (além do dia 26 tinha o dia 01 e 02 de novembro) aconteceu apenas um dia, fracasso e critica no dia 26 das 68 atrações 37 eram de funk carioca ou influências disso, mais ou menos 20 eram de rap sendo que dois eram de Santa Luzia Mentes Perigosas, hoje os “prisioneiros” e o advertência verbal, e o restante de culturas diversas, pagode, samba, reggae, mpb, rock e outros, o BH canta e
dança do primeiro e mais ou menos até o oitavo teve sua importância e história dentro do Hip-Hop e depois disso foi uma porra, porque tudo que era canto e dança participava, sem contar que a participação no evento era monarquia, pois os artistas que participaram no primeiro tinham seu lugar assegurado em todos que se seguiram, fazendo com que muitos boicotassem o primeiro, se não me engano foi na praça da savassi alguns no ex-campo do atlético (hoje shopping) e praça da estação a estrutura era mas não lá essas coisas, mas quando a Bh FM patrocinava era melhor, depois que líder botou o dedo ai fudeu tudo, erro fatal de tradicional festa popular (de graça e na rua) para os galpões capitalistas, evento fechado e cobrado de R$3,00 a R$5,00 em Bh é conhecido como BH “canta e chora” aqui é conhecido como “BH Titanic”.
Depois dos grafitando – dezembro de 96 as ruas de BH foram tomadas pelos grafites que antes eram encontrados em raros locais, infelizmente em BH os grafiteiros, B.Boys e rappers estão cada um pro seu canto (quando se trata de BH). Ser anti-midia. Se fossem não seriam tão conhecidos, recortes de jornal, revista, tv rádio, a apologia aos entorpecentes continuam, o incentivo ao racismo ta crescendo, muitos dos grupos ou bandas baseiam-se em marketing pra vender, entrar no mercado e se fazem o mesmo é graças a nós que compomos a base do movimento. O lado comercial do Hip-Hop é obsoleto os “prensados” fazem pouco pela cultura Hip-Hop e pelas  comunidades que pertencem, claro; existem exceções.
A rádio Favela, ta segurando a onda tocando rap de Segunda a Sexta, rola o UAI RAP SOUL e sábado de cindo as nove o programa Hip-Hop nas veias, a rádio tem toda uma preocupação em resgatar o Hip-Hop, no dia 27 de fevereiro a Posse crescer escolheu os melhores do rap de BH, iniciando assim por duas semanas, a anterior e após o evento, toda uma discussão sobre o movimento Hip-Hop de BH, e a rádio Favela não ficou imparcial e falou o que tinha que ser dito, nós da Posse Santa Luzia fomos a Rádio Favela no programa do dia 07 de março, não pra falar dos melhores do rap BH 97, mas da Posse Santa Luzia, mas o assunto que impregnava era aquele pra resumir toda história temos tudo registrados em 3 cassetes caso queira é só entrar em contato, no dia 28 o Beat, B.Boy das antigas tava na rádio  Favela regatando um pouco a origem Hip-Hop tocou uma pá de BREAK BEAT. O Beat tem uma postura diferente dos outros manos da mesma geração Hip-Hop que ele, alguns acreditam que o movimento só vai crescer em Bh se for pra zona sul, se for pra burguesia, inclusive o Beat era vocal do conceito Negro mas viu que sua praia era o Break tentou articular o Break na Posse crescer mas essa só trabalha o rap e não o Hip-Hop, a rádio Favela não só toca os “prensados” toca também a rapaziada que tem demo-tape, CD - demo ou Md. É  só mandar que os manos sem nenhuma duvida vão tocar também divulgam lançamento de fanzine e dão os toques de eventos segue ai o endereço da rádio Favela R Flor de maio nº. 85 vila Fátima BH/MG 30230-160 Programa UAI SOUL RÁDIO FAVELA, E-mail rfavela@prover.com.br (tudo em letras minúsculas) de qualquer canto do Brasil ou do mundo é só entrar em contato.
Um toque aos manos, o fanzine é algo alternativo, mídia de quem não tem acesso a revistas, jornais, tv e outras muletas do sistema. Ficar falando de banda que não sai das muletas do sistema é jogar no anonimato o mano que ta do seu lado fazendo um trampo de qualidade com ideologia sem “dar a bunda ao sistema” é perder tempo, e papel...
Em algumas cidades brasileiras,  existe um sentimento separatista, os rapper’s de um lado e os B.Boys, Grafiteiros e DJ’s. do outro, esse gato se deve a ascensão de alguns grupos e bandas de rap, que só fazem rap, e não Hip-Hop, Claro! Existe grupo ou banda que faz Hip-Hop em alguns locais como foi dito o separatismo é maior cada um pro seu lado, aqui em Santa Luzia existe um separatismo em relação a alguns grupos e pessoas que vergonhosamente compõe o Hip-Hop em BH. No dia 24 o Dentinho organizou o “Hip-Hop B.Boy attack” no mesmo moldes paulista, DJ, B.Boy, Grafiti, o Dentinho é o mesmo que em novembro 97 juntamente com outros membros da POSSE CRESCER ministrou uma palestra que foi vergonha, tipo “chover no molhado”.
10 DE MAIO 98, Fazenda Boa Esperança, o local já é morto aos domingos normais, ainda mais no dia das mães, marcada manifestação contra as drogas. Dentro da cena Hip-Hop foi bem divulgado, porém o outro lado (a prefeitura) não moveu nem um dedo. Começou com um pouco de atraso a falta de público principalmente de extremo de Santa Luzia isso desarticulou todo nosso discurso uma vez que a maioria absoluta eram membros da POSSE SANTA LUZIA, o som era de grande qualidade operado  por um bosta, os grupos que se apresentaram, foram Conscientes Da Periferia, Prisioneiros, Fúria, Advertência Verbal, Realidade  De Expressão,  Preconceito Ao Sistema, Raciocínio Negro, atitude Progressiva, o organizador desse evento denominado “Tardes Culturais na Fazenda” é o mesmo que está organizado um concurso de Rap o cara nada sabe sobre a cultura Hip-Hop, todos os grupos participantes deste concurso sofrerão boicote da POSSE SANTA LUZIA em todos seus eventos, temos que dar valor ao que é nosso, a nossas realizações e que vá a merda toda forma de inconsciência...

-23 de MAIO 98 – MANIFESTAÇÂO CONTRA O RACISMO
14 grupos, sendo 1º de BH, participaram da manifestação contra o racismo na praça do bairro Baronesa, não só foi falado do racismo, também foi lembrado o 1º de maio “a farça do dia do trabalhador” violência, preconceito contra a mulher, as desigualdades sociais e educação, apresentação dos grupos: P.N.R. com participação do Júlio (Menthideologica), Mentes Negras, Arquivo Negro participando pela primeira vez em evento Hip-Hop, Atitude Progressiva, Raciocínio Negro, Fúria, Preconceito ao Sistema, um trabalho coletivo dos Pretos Pesados + Prisioneiros qe ficou ducaralho!!! Conceito Radical Estrelas de Cristo (grupo gospel) Realidade de Expressão, Expressão Ativa, pela primeira vez em Santa Luzia, Comando de Elite  e trabalho coletivo do PNR, Menthideologica e Renato LS e ATS.
Sábado d13 de junho 98, Estrela (BH) apresentação (Perigo Abstrato), Raciocínio Negro, Mano “A” e Pretos Pesados, o DJ Mess começou tocando uns gringos ai a Lady J tomou conta tocando tecno mais foda que ele não é dj porra nenhuma, nem passagem, com tecno ela não sabe fazer, observação a maioria do público era skatista e Hip-Hop, até que lá pelas duas e meia subia ao palco os Pretos Pesados e depois os manos do Raciocínio Negro com participação do Mano “A” e pra fechar a pela “Perigo Abstrato”, azar da Lady J uma parte da música além de ser encaminhada caiu na cabeça dela como uma carapuça, Mano ”A” deu uma força e uma rebentada. Ladydj nem sua tatuagem do Wu-Tang salvou, depois começou a rolar um som batido, o que salvou a noite além das apresentações foi a qualidade do som.