sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Hip-Hop Cultura de Rua

                           


... A muito não se encontra reunidos elementos da cultura hip hop onde deveria ser seu reduto, a perifereia, as ruas existem manifestações onde o encontro dos elementos, mas as custas de financiamento do governo (lembro de uma frase de uma amiga, cada um luta com as armas que tem), porém quem mais necessita da informação que aflora da cultura Hip Hop se não o povo pobre que mora e coexiste na infinita periferia, falo de uma cidade Santa Luzia, de vários bairros onde em pleno 2010 a gente sem informação e sem formação que ainda anseia por melhores dias... Há muito tempo nossa cidade é destruída cruéis que só tem o objetivo pelo lucro: Prefeitos e vereadores, pra que servem?
Nós integrantes de toda cultura, falo a toda Rapper, b-boy, Grafiteiro e Dj entendo e compreendo que a cultura hoje é bem mais rica e abrangente. Temos e vivemos uma utopia, a união de todos os elementos os grafites ainda estão nas ruas, mas não são feitos para o povo, hoje estão em galerias pelo mundo a fora, o mercado se ajoelho e se rendeu as artes das ruas e venho vendo os músicos de nossa cultura fazendo o caminho oposto, desde o final da década de 80 foram muitos os grupos, muitos com o objetivo maquiado de “Gravar, divulgar o trampo e representar” a grande Belo Horizonte na sua imensidão composto por mais de 30 cidades, qual a verdade que prevalece? Fazer um som e virar pop star, ser um artista plástico renomado, um grande dançarino, um respeitado dj, e o que vem depois, o tão sonhado adeus da vida braba e só?
Eu assim como muitos conheci a cultura na rua e na rua compreendi sua força, e entendi o caminho que nos liberta e determina nosso papel na sociedade...
Podemos ser meros abservadores ou podemos participar de foram ariva na sociedade, mas enquanto pensarmos pequenos seremos pequenos, como Wera diz: “Estamos caminhando pra fazer 40 anos e não podemos brincar de cultura Hip Hop”... lembro de outra frase... “Temos nosso papel na sociedade, se não o exercemos vem um idiota, um imbecil, e o exercito em nosso lugar”. O mercado será sempre o nosso desafio e entendimento da comunidade passa por isso, se não há compreensão no meio em que vivemos, como vamos saber das necessidades dele.
Queremos vender arte, música e dança, ser alto sustentável, mas o povo em sua esmagadora maioria manipulados por mídias governamentais, querem comida, água e luz, serviços essenciais a nossa existência, e não se engane, milhões não tem e estão jogados nas latrinas, abastecidos como “Bolsa Esmola”, não acredite em tudo que é vinculado na TV, outro dia ouvi... “A TV é a descarga do inferno na sala de nossas casas”, Mirandito o.g Capitão Pingaloca  18/11/10